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Modernizar sidra encoraja regresso à terra e à produção

Artigo publicado no Diário de Notícias da Madeira, Domingo, 2 de Fevereiro de 2020
Investimento
Modernizar Mercado de 1.7 Milhões
A primeira sidraria colectiva foi inaugurada no Santo da Serra e representa um investimento na tradição que sempre moveu a freguesia
ANDREIA DIAS FERRO
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Olhar o Santo da Serra há mais de 30 anos era ter a certeza de encontrar em cada casa, pelo menos, uma garrafa de sidra para oferecer às visitas ou a quem ia trabalhar no campo. Os tempos mudaram, mas há tradições que não morrem e mercados que têm muito por onde expandir. A produção regional de sidra alcançou, o ano passado, cerca de 343 mil litros, com um valor de mercado aproximado de 1.7 milhões de euros, envolvendo perto de 360 produtores.
É com o intuito de desenvolver ainda mais este mercado e apoiar os seus produtores que o Governo Regional decidiu investir na construção de uma rede de sidrarias colectivas. O executivo madeirense entende que os números são “animadores e diferenciadores, alicerçados na qualidade do produto".
Foi na passada terça-feira que o Santo da Serra assistiu à inauguração da primeira sidraria colectiva. O objectivo principal do projecto é “dotar a Região de unidades modelares de serviço público de transformação de maçãs, pêros e,
eventualmente, de pêras, para a obtenção dos vários tipos de sidras e, quando possível, de vinagres de sidra”.
O investimento na Sidraria de Santo António da Serra foi de 183.000 euros. Destes, 119.000 euros referem-se aos custos da empreitada de beneficiação e adaptação de espaço existente no Centro Cívico daquela freguesia para a instalação da sidraria. Os outros 64.000 euros são relativos à aquisição de equipamentos tecnológicos específicos para a produção e comercialização de sidras.
Concelho de Machico representa 25% da área ocupado por pereiros para sidra
OBJECTIVO GERAL PASSA POR COLOCAR NO MERCADO SIDRA REGIONAL ENGARRAFADA
Este foi apenas um dos primeiros passos de um projecto que contempla um total de quatro sidrarias, em Santo António da Serra, onde existem grandes produções. O concelho de Machico representa 25% da área da Região ocupada com pereiros para sidra, ligeiramente à frente do de Santa Cruz, que detém 23%. Este projecto permitirá que a Madeira passe a ter “no mercado regional sidra engarrafada, com a marca Madeira ou do produtor regional”, revelou ao DIÁRIO o secretário regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Humberto Vasconcelos.
De acordo com os dados disponibilizados pela tutela, em 2018 a área ocupada pela cultura da madeira pereiro na ilha da Madeira cifrava-se em 158 hectares. Destes,
94 hectares (60% da área total) eram ocupados por macieiras e 64 hectares por pereiros para sidra.
Esta produção muito deve às condições climatéricas e, graças a elas, em 2019 registou-se um aumento na produção de 2%, quando comparada com a ocorrida no ano anterior, num total de 2328 toneladas. De referir que 1454 toneladas referem-se a maçãs de variedades temperadas e 874 toneladas a maçãs/pêros de variedades regionais.
A par com este investimento, o Governo Regional tem preconizado «um maior apoio aos produtores, nomeadamente através da poda. Os serviços da Direcção Regional de Agricultura realizaram acções de poda em 7962 macieiras, o que representa mais 71% do que em 2018, nas-várias zonas produtoras, bem como 140
operações de enxertia. Além disso, foram distribuídas aos agricultores 1195 plantas de macieira/pereiro, num total regional de 2775, ou seja 43% do total regional declarado.
Questionada sobre a funcionalidade destas sidrarias, a secretaria tutelada por Humberto Vasconcelos assume que esta “ficará à responsabilidade da Direcção Regional de Agricultura, com um técnico especializado na área sidricola, que fará todo o controlo de produção, moagem, tratamento, embalamento e engarrafamento, ficando o produtor responsável por toda a comercialização”. Em breve deverão ser construídas sidrarias nos Prazeres, Jardim da Serra e São Roque do Faial.
“O projecto prevê ainda, para além das quatro sidrarias, um laboratório de análises, um género de uma Sidraria Central, a instalar na ex-Biofábrica, na Camacha, a qual, além de conferir o necessário apoio laboratorial às sidrarias locais, disporá de equipamento mais evoluído para produzir sidras naturais mais elaboradas”, explicou o governante.
Registe-se ainda que para maximizar o elevado potencial da sidra regional e
conferindo a esta bebida tradicional a mais adequada abordagem aos mercados consumidores, alavancando a produção de maçãs e pêros de variedades regionais, “numa fase inicial será o Governo Regional a suportar a produção, sem custos para a utilização dos espaços, com base num regulamento que foi preparado pela Direcção Regional de Agricultura”, concluiu Humberto Vasconcelos.
Sidraria colectiva vem modernizar todo o processo, com equipamentos mais sofisticados e com controlo de qualidade
Sidraria concede possibilidade de voltar aos terrenos
Gilberto Rodrigues, presidente da Junta de Freguesia de Santo António da Serra, considera que a criação da sidraria na freguesia pode ser uma alavanca para que mais famílias voltem aos terrenos que possuem e lá plantem macieiras e pereiros.
“O Santo sempre esteve ligado à sidra, que foi muito importante para a actividade económica da freguesia”, explica o também vice-presidente da Associação de Produtores de Sidra da Madeira.
Sidraria concede possibilidade de voltar aos terrenos
Gilberto Rodrigues afirma que a tradição da sidra perdeu algum fôlego, mas que era necessário modernizar todo o processa “Se calhar, daqui a um tempo, não se conseguia vender sidra a ninguém pois a legislação não permite”, assume. Por este motivo, foi criada a Associação de Produtores de Sidra da Madeira.
“Poderá voltar a trazer mais possibilidade para que mais pessoas voltem aos
terrenos, os cultivem e os mantenham limpos. Há quem tenha alguns pereiros antigos pode limpá-los e tirar algum potencial económico dos mesmos”, ressalva o presidente da Junta de Freguesia.
Gilberto Rodrigues lembra que esta sidraria irá conceder a oportunidade de engarrafar, rotular e certificar a sidra, para que possa ser vendida. “Penso que a hotelaria será um grande mercado a explorar e que, neste momento, estamos a perder oportunidade de o fazer”, diz.
Aliás, a sidra é uma bebida, dentro das de menor grau alcoólico, com crescente aceitação junto dos consumidores jovens/adultos, bem como de fácil reconhecimento por muitos dos turistas, principalmente espanhóis, ingleses e franceses.
“Fábrica” concede a oportunidade de engarrafar, rotular e certificar a sidra
'SIDRA DA MADEIRA' É CERTIFICADA
Foi um trabalho conjunto do Governo Regional da Madeira, através da Secretaria Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural e com o apoio da Associação de Produtores de Sidra da Região Autónoma da Madeira que levou a requerer, no final do ano passado, o registo da denominação ‘Sidra da Madeira’, como Indicação Geográfica Protegida (IGP). Esta é uma certificação oficial regulamentada pela União Europeia,
que identifica um produto originário de uma região como possuindo qualidade e reputação, de acordo com as tradições que os tomaram famosos, que culminará com a
obtenção de um logótipo comunitário, que garantirá a certificação de mais um produto regional. Tal como a menção DOP (Denominação de Origem Protegida), a IGP garante que um demarcado produto é obtido tradicionalmente, que tem características únicas, com ligação com ligação umbilical ao território e que é sujeito a um rigoroso sistema de controlo independente. Garantida esta certificação, será possível colocar este produto secular em mercados diferentes, nomeadamente dos produtos certificados, e os consumidores saberão o que estarão a consumir, por força de um processo de controlo muito apertado, de qualidade comparável com outras sidras que se fazem pelo mundo.
Números relevantes
A Sidraria colectiva tem capacidade para processar 1.500 quilos de pêros por dia. Esta “fábrica” pode produzir entre 750 e 1.050 litros de mosto por dia.
A Sidraria localizada em Santo António da Serra tem capacidade para engarrafar até
2.100 litros de sidra por dia.
Quanto à capacidade de capsulagem, a sidraria consegue colocar rolhas em 500
garrafas por hora.
O investimento na Sidraria de Santo António da Serra foi de 183.000 euros.
Artigo publicado no Diário de Notícias da Madeira, Domingo, 2 de Fevereiro de 2020

Investimento

Modernizar Mercado de 1.7 Milhões

A primeira sidraria colectiva foi inaugurada no Santo da Serra e representa um investimento na tradição que sempre moveu a freguesia

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ANDREIA DIAS FERRO
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Olhar o Santo da Serra há mais de 30 anos era ter a certeza de encontrar em cada casa, pelo menos, uma garrafa de sidra para oferecer às visitas ou a quem ia trabalhar no campo. Os tempos mudaram, mas há tradições que não morrem e mercados que têm muito por onde expandir. A produção regional de sidra alcançou, o ano passado, cerca de 343 mil litros, com um valor de mercado aproximado de 1.7 milhões de euros, envolvendo perto de 360 produtores.

É com o intuito de desenvolver ainda mais este mercado e apoiar os seus produtores que o Governo Regional decidiu investir na construção de uma rede de sidrarias colectivas. O executivo madeirense entende que os números são “animadores e diferenciadores, alicerçados na qualidade do produto".

Foi na passada terça-feira que o Santo da Serra assistiu à inauguração da primeira sidraria colectiva. O objectivo principal do projecto é “dotar a Região de unidades modelares de serviço público de transformação de maçãs, pêros e, eventualmente, de pêras, para a obtenção dos vários tipos de sidras e, quando possível, de vinagres de sidra”.
O investimento na Sidraria de Santo António da Serra foi de 183.000 euros. Destes, 119.000 euros referem-se aos custos da empreitada de beneficiação e adaptação de espaço existente no Centro Cívico daquela freguesia para a instalação da sidraria. Os outros 64.000 euros são relativos à aquisição de equipamentos tecnológicos específicos para a produção e comercialização de sidras.


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Concelho de Machico representa 25% da área ocupado por pereiros para sidra


OBJECTIVO GERAL PASSA POR COLOCAR NO MERCADO SIDRA REGIONAL ENGARRAFADA


Este foi apenas um dos primeiros passos de um projecto que contempla um total de quatro sidrarias, em Santo António da Serra, onde existem grandes produções. O concelho de Machico representa 25% da área da Região ocupada com pereiros para sidra, ligeiramente à frente do de Santa Cruz, que detém 23%. Este projecto permitirá que a Madeira passe a ter “no mercado regional sidra engarrafada, com a marca Madeira ou do produtor regional”, revelou ao DIÁRIO o secretário regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Humberto Vasconcelos.
De acordo com os dados disponibilizados pela tutela, em 2018 a área ocupada pela cultura da madeira pereiro na ilha da Madeira cifrava-se em 158 hectares. Destes, 94 hectares (60% da área total) eram ocupados por macieiras e 64 hectares por pereiros para sidra.

Esta produção muito deve às condições climatéricas e, graças a elas, em 2019 registou-se um aumento na produção de 2%, quando comparada com a ocorrida no ano anterior, num total de 2328 toneladas. De referir que 1454 toneladas referem-se a maçãs de variedades temperadas e 874 toneladas a maçãs/pêros de variedades regionais.
A par com este investimento, o Governo Regional tem preconizado «um maior apoio aos produtores, nomeadamente através da poda. Os serviços da Direcção Regional de Agricultura realizaram acções de poda em 7962 macieiras, o que representa mais 71% do que em 2018, nas-várias zonas produtoras, bem como 140 operações de enxertia. Além disso, foram distribuídas aos agricultores 1195 plantas de macieira/pereiro, num total regional de 2775, ou seja 43% do total regional declarado.

Questionada sobre a funcionalidade destas sidrarias, a secretaria tutelada por Humberto Vasconcelos assume que esta “ficará à responsabilidade da Direcção Regional de Agricultura, com um técnico especializado na área sidricola, que fará todo o controlo de produção, moagem, tratamento, embalamento e engarrafamento, ficando o produtor responsável por toda a comercialização”. Em breve deverão ser construídas sidrarias nos Prazeres, Jardim da Serra e São Roque do Faial.

“O projecto prevê ainda, para além das quatro sidrarias, um laboratório de análises, um género de uma Sidraria Central, a instalar na ex-Biofábrica, na Camacha, a qual, além de conferir o necessário apoio laboratorial às sidrarias locais, disporá de equipamento mais evoluído para produzir sidras naturais mais elaboradas”, explicou o governante.
Registe-se ainda que para maximizar o elevado potencial da sidra regional e conferindo a esta bebida tradicional a mais adequada abordagem aos mercados consumidores, alavancando a produção de maçãs e pêros de variedades regionais, “numa fase inicial será o Governo Regional a suportar a produção, sem custos para a utilização dos espaços, com base num regulamento que foi preparado pela Direcção Regional de Agricultura”, concluiu Humberto Vasconcelos.


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Sidraria colectiva vem modernizar todo o processo, com equipamentos mais sofisticados e com controlo de qualidade



Sidraria concede possibilidade de voltar aos terrenos


Gilberto Rodrigues, presidente da Junta de Freguesia de Santo António da Serra, considera que a criação da sidraria na freguesia pode ser uma alavanca para que mais famílias voltem aos terrenos que possuem e lá plantem macieiras e pereiros.
“O Santo sempre esteve ligado à sidra, que foi muito importante para a actividade económica da freguesia”, explica o também vice-presidente da Associação de Produtores de Sidra da Madeira.
Sidraria concede possibilidade de voltar aos terrenos


Gilberto Rodrigues afirma que a tradição da sidra perdeu algum fôlego, mas que era necessário modernizar todo o processa “Se calhar, daqui a um tempo, não se conseguia vender sidra a ninguém pois a legislação não permite”, assume. Por este motivo, foi criada a Associação de Produtores de Sidra da Madeira.
“Poderá voltar a trazer mais possibilidade para que mais pessoas voltem aos terrenos, os cultivem e os mantenham limpos. Há quem tenha alguns pereiros antigos pode limpá-los e tirar algum potencial económico dos mesmos”, ressalva o presidente da Junta de Freguesia.

Gilberto Rodrigues lembra que esta sidraria irá conceder a oportunidade de engarrafar, rotular e certificar a sidra, para que possa ser vendida. “Penso que a hotelaria será um grande mercado a explorar e que, neste momento, estamos a perder oportunidade de o fazer”, diz.
Aliás, a sidra é uma bebida, dentro das de menor grau alcoólico, com crescente aceitação junto dos consumidores jovens/adultos, bem como de fácil reconhecimento por muitos dos turistas, principalmente espanhóis, ingleses e franceses.





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“Fábrica” concede a oportunidade de engarrafar, rotular e certificar a sidra


'SIDRA DA MADEIRA' É CERTIFICADA


Foi um trabalho conjunto do Governo Regional da Madeira, através da Secretaria Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural e com o apoio da Associação de Produtores de Sidra da Região Autónoma da Madeira que levou a requerer, no final do ano passado, o registo da denominação ‘Sidra da Madeira’, como Indicação Geográfica Protegida (IGP). Esta é uma certificação oficial regulamentada pela União Europeia, que identifica um produto originário de uma região como possuindo qualidade e reputação, de acordo com as tradições que os tomaram famosos, que culminará com a obtenção de um logótipo comunitário, que garantirá a certificação de mais um produto regional. Tal como a menção DOP (Denominação de Origem Protegida), a IGP garante que um demarcado produto é obtido tradicionalmente, que tem características únicas, com ligação com ligação umbilical ao território e que é sujeito a um rigoroso sistema de controlo independente. Garantida esta certificação, será possível colocar este produto secular em mercados diferentes, nomeadamente dos produtos certificados, e os consumidores saberão o que estarão a consumir, por força de um processo de controlo muito apertado, de qualidade comparável com outras sidras que se fazem pelo mundo.


Números relevantes

A Sidraria colectiva tem capacidade para processar 1.500 quilos de pêros por dia. Esta “fábrica” pode produzir entre 750 e 1.050 litros de mosto por dia.
A Sidraria localizada em Santo António da Serra tem capacidade para engarrafar até 2.100 litros de sidra por dia.


Quanto à capacidade de capsulagem, a sidraria consegue colocar rolhas em 500 garrafas por hora.


O investimento na Sidraria de Santo António da Serra foi de 183.000 euros.